Na confortável cobertura do industrial Arnaldo Sampaio Pereira (Antonio Calloni), em Ipanema, a estudante de Letras Alice (Sophie Charlotte) nunca foi a filha favorita. A bem da verdade, sua irmã mais nova, Nanda (Letícia Braga/Julia Dalavia), sempre se esforçou mais para merecer o título.

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Em favor da aparente harmonia, a caçula prefere não contrariar os pais e se coloca ao lado do patriarca, o poderoso dono da construtora Amianto, nas discussões familiares. Arnaldo é autoritário e acha que é com pulso firme que se mantém uma família unida. Ironicamente, no entanto, esse comportamento fez com que o único irmão e sócio, Toni (Marcos Palmeira), se afastasse dele.

Amorosa e ponderada, Alice sabe que Nanda não faz por mal. Ainda é pequena para entender que a pressão a que ela e a mãe, Kiki (Natália do Vale), são submetidas também a vitimizará no futuro. Com a socialite, porém, o papo é de mulher para mulher: ela não deveria aceitar a maneira desrespeitosa com a qual Arnaldo, por vezes, lhe trata. Mas Kiki ama a família. E prefere se entupir de calmantes a ver a sua ruir.

Numa antiga casa de vila em Copacabana, o jovem médico Renato Reis (Renato Góes) foi criado num ambiente de reflexão, amor e liberdade. Filho de um professor universitário e da dona da livraria Egalité, Vera (Cássia Kis), ele decidiu dividir com a mãe a responsabilidade pela família após a morte do pai. Mais velho dos três filhos, ele orienta e protege os mais novos, os estudantes Gustavo (Gabriel Leone) e Maria (Carla Salle). É pelo diálogo que eles resolvem as diferenças e as questões familiares. Mas até quando?

Alice e Renato. Duas famílias, dois mundos distintos. Vidas que se encontrarão pela divergência e pelo amor.