Resistir ou sucumbir? Questionar ou assentir? Extravasar ou reprimir? Os dilemas da juventude são, em sua essência, atemporais. Jogados à luz do contexto histórico, as questões ganham, por vezes, outro sentido.

“Os Dias Eram” Assim estreia no dia 18, terça-feira

O ano é 1970, estamos no Rio de Janeiro. A revolução dos costumes a pleno vapor, facilmente notada no comprimento da minissaia dos brotos, no discurso libertário de Leila Diniz impresso nas páginas de O Pasquim. Pelas ruas da cidade, a rapaziada também conduz outra revolução: nas provocações pichadas nos muros da cidade e nos gritos abafados contra a ditadura, a busca pela liberdade.

A estudante de Letras Alice (Sophie Charlotte) e o jovem residente em Medicina Renato (Renato Góes) carregam esse desejo em si. Ela questionando o pensamento conservador da família, que quer limitar as mulheres ao papel de boa esposa e mãe; ele, acreditando que sua forma de transformar o mundo é pela vocação de cuidar do outro, independentemente de ideologias. Mas quando seus caminhos se cruzam, os dilemas são ressignificados numa história de amor: da ruptura inesperada, a impossibilidade de viver um sonho que é só dos dois. Se o amor liberta, por que não lutar por ele? Qual é o grilo?

É 21 de junho, final da Copa do Mundo. É tri! A alegria em verde e amarelo num triste contraste com as cores sombrias do período. A história de Alice e Renato está só começando. E a História também vai alterar o rumo natural desse amor.

De Angela Chaves e Alessandra Poggi, com direção artística de Carlos Araújo, ‘Os Dias Eram Assim’ é um drama amoroso clássico, ambientada entre as décadas de 1970 e 1980. “A trama nasceu da vontade de contar uma história de amor forte como o tempo e apesar do tempo”, introduz Angela, sobre a relação dos protagonistas, afetada pelo contexto histórico.  “Vamos acompanhar suas vidas atravessando os anos de chumbo, passando pela anistia política e chegando até a campanha pelas Diretas Já, em 1984, ano em que a maior parte da trama se concentrará”, completa Alessandra.