Três grandes conflitos regem a nova temporada de ‘Cidade dos Homens’: o desemprego, a disputa pela guarda do filho e o preconceito que surge de onde menos se espera. Na trama, uma coprodução da Globo com a O2 Filmes, a dupla Acerola (Douglas Silva) e Laranjinha (Darlan Cunha) enfrenta novos dilemas, desafios e questionamentos. E, diante deles, os dois têm uma só certeza: uma amizade verdadeira ultrapassa o tempo e supera barreiras. A minissérie é escrita por Marton Olympio, com supervisão de roteiro de George Moura e tem direção de Pedro Morelli.

 

Estréia dia 3/JAN quarta-feira
Assim como na temporada anterior, a minissérie usa o tempo presente como fio condutor para narrar uma nova história, revisitando, através de flashbacks, as aventuras de Laranjinha e Acerola, em antigos episódios. Desempregado e sem dinheiro, Acerola (Douglas Silva) aceita fazer um bico, sem saber que o serviço é para um bandido, que se denomina o dono do morro. E, para piorar a situação, a tarefa dá errado e, sem opção, ele se vê obrigado a entregar uma carga roubada, indo contra todos os seus princípios. Já para Laranjinha (Darlan Cunha), a volta de Poderosa (Roberta Rodrigues), mãe de Davi (Luan Pessoa), vai obrigá-lo a lutar pela guarda do menino. Ela, que deixou seu filho ainda bebê sob os cuidados do pai, agora retorna decidida a ter o menino a qualquer custo. Tudo isso em meio à difícil rotina dos moradores do Rio de Janeiro e os constantes confrontos entre policiais e traficantes. A nova temporada marca ainda o reencontro com mais um personagem: João Vitor (Thiago Martins), o antigo amigo playboy, do episódio “João Victor e Uólace”, que foi tão presente na adolescência da dupla, agora volta à trama como professor de seus filhos Davi e Clayton.

 

Para George Moura, supervisor do roteiro da minissérie, ‘Cidade dos Homens’ dá voz a dramas que parecem estar à margem, mas que pertencem à maioria da população brasileira. “Contamos histórias fortes envolvendo temas como a nova realidade das comunidades, o racismo, a falta de grana e de oportunidade e os conflitos da paternidade. Temos ainda o retorno de Roberta Rodrigues e Thiago Martins, talentos que se revelaram muito jovens no universo da dramaturgia do Cidade dos Homens. São reencontros mágicos, sobretudo à luz da reprise de cenas de episódios antigos, como narrativa em flashback, que mostra todo o elenco ainda criança e adolescente”, diz.

 

Marton Olympio, autor da nova temporada, diz que as observações sobre o dia-a-dia servem como inspiração para contar as histórias de Laranjinha e Acerola. “O drama e a crítica social estão muito presentes, desde sempre em ‘Cidade dos Homens’. Problemas na estrutura familiar, desemprego, machismo, entre outros tantos temas retratam o que acontece no Brasil há muitos anos, em seu drama latente. Usamos as tramas para abordar o desemprego do Acerola e a disputa judicial entre Laranjinha e Poderosa. Mostramos ainda como reencontros podem ser surpreendentes e como podem bagunçar nossa vida”, detalha Marton.

 

Já Pedro Morelli, que assina a direção pela segunda vez, afirma que o realismo e a dinâmica da série continuam presentes. “Como as histórias narradas são muito emocionantes e viscerais, essa atitude de filmar com apenas uma câmera, sempre na mão, ajuda a colocar o espectador dentro da cena, fazendo-o sentir-se parte daquilo”, explica. Morelli fala ainda sobre a maturidade de Douglas e Darlan. “Eles estão se tornando atores cada vez mais maduros e cativantes. O uso dos flashbacks mostra isso. Ver as cenas filmadas há mais de dez anos, com os mesmos atores, proporciona ao público a deliciosa experiência de viajar no tempo e vê-los crescer”.

Foto: Acerola ( Douglas Silva ) e Laranjinha ( Darlan Cunha )

Crédito: Globo/João Cotta