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Uma cidade marcada por contrastes. Tradição e modernidade. Concreto e natureza. Futuro e passado. Oriente e Ocidente. Essa é Hong Kong, tema do ‘Globo Repórter’, que Gloria Maria visita pela primeira vez – apesar de já ter ido à China quatro vezes. Hong Kong faz parte da China, mas é uma região administrativa especial, com um sistema político e econômico diferente do resto do país.

O ‘Globo Repórter’ vai ar no sábado, 22

O que mais surpreendeu a apresentadora, que já visitou mais de 150 países, foi o fato de Hong Kong ser uma cidade de concreto, com prédios enormes de mais de 50 andares, praticamente cercada de verde. “Como se Hong Kong fosse uma floresta com vários prédios dentro”, resume Gloria. Ela visita o bairro de MongKok, considerado um dos mais populosos do mundo, onde vivem, em média, 130 mil pessoas por quilômetro quadrado. “Ficamos impactados pela quantidade de prédios enormes com janelas pequenininhas. Parecem pombais, onde moram milhares de pessoas”, conta. Gloria, é claro, sobe 40 andares para visitar um desses apartamentos e saber qual é a sensação de viver tão alto.

Visita também a parte verde da cidade, localizada a poucos minutos dessa área cheia de concreto. Lá fica o Hong Kong Park. Em 80 mil metros quadrados de vegetação há lagos, pequenas cachoeiras e cerca de 600 aves, de 70 espécies diferentes. É também na China que vivem os pandas gigantes, uma das espécies de urso mais raras e ameaçadas do planeta. Gloria não apenas vê esses animais de perto como passa o dia cuidando e alimentando um deles.

Além de ser uma das cidades com a expectativa de vida mais alta do mundo – 87 anos para as mulheres e 81 para os homens –, Hong Kong é também uma cidade com um sistema de transportes considerado um dos mais eficientes. Metrô, ônibus, trens e bondes, e um sistema alternativo de escadas e esteiras rolantes, transportam milhares de pessoas todos os dias. “Hong Kong é uma cidade que foi construída em vários níveis. Tem as partes planas, as partes subterrâneas e as partes mais altas, que ficam nas colinas. Esse sistema de transporte alternativo tem como objetivo facilitar a circulação dos moradores”, conta Gloria. E o governo ainda oferece incentivos à população: em vez de pagar a passagem, os usuários recebem um crédito para ser usado em todos os transportes públicos da cidade.

As farmácias de Hong Kong são uma marca de que moderno e tradicional convivem lado a lado. No mesmo estabelecimento há um lado dedicado à medicina moderna ocidental e outro à tradicional medicina chinesa. Lá há um médico, com quem os pacientes podem se consultar na hora, além de comprar os remédios, que em geral são à base de ervas. E não é apenas na medicina que a tradição se faz presente na China. As religiões mais tradicionais fazem parte da paisagem de Hong Kong. Há 600 templos do taoísmo, filosofia que acredita nas energias da natureza, espalhados pela cidade e Gloria vai ao de Wong Tai Sin, o mais famoso deles. “Um dos motivos deste templo ser o mais popular é porque aqui é possível saber sobre o futuro”, explica a apresentadora. Ela segue o ritual e, com a ajuda de uma tradutora, ouve o que o destino reserva para ela.

Um grande orgulho de Hong Kong é a estátua do Buda Gigante, que fica no alto de uma montanha, a 460 metros acima do nível do mar. Com 34 metros de altura, pouco maior que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, fica voltado para o continente e tem a mão direita levantada, em um sinal de proteção. Para chegar até lá, é preciso viajar em um teleférico por cerca de 20 minutos até a vila de Ngong Ping, caminhar por mais meia hora e ainda subir 220 degraus. “Quanto mais a gente se afasta da estação, mais se sente flutuando sobre a baía de Hong Kong”, conta Gloria Maria, que sobrevoa ainda uma floresta, que cobre boa parte da ilha de Lantau. “O visual de cima é realmente maravilhoso. A gente tem uma visão única de Hong Kong, é muito bonito”.

Assim como também é muito bonita a península de Sai Kung, um dos principais cartões postais da cidade, que foi considerada pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade. São 100 quilômetros quadrados cobertos por colunas, de formas e tamanhos diferentes, que têm até 100 metros de altura. “E seguindo as trilhas que cortam a vegetação, ainda nos deparamos com paisagens como essa: uma praia completamente deserta”, conta a apresentadora. “Hong Kong é uma cidade que todo mundo deveria conhecer”, complementa.