Imagine descobrir, no velório do seu marido, que você não é a única viúva e agora tem que brigar na Justiça pelo título de esposa oficial para ter direito à pensão e aos bens deixados pelo marido? É em torno dessa polêmica que se passa o segundo episódio da série ‘Segredos de Justiça’, do ‘Fantástico’.

Cabe à juíza decidir que família herdará a pensão, o seguro de vida e os imóveis de Zé Pernambuco. O segundo episódio de ‘Segredos de Justiça’ vai ao ar no ‘Fantástico’ na segunda-feira, 17

Jerônimo (Angelo Antonio) foi chamado pelas duas viúvas, Marta (Heloísa Périssé) e Eliana (Julia Rabelo), para depor como testemunha. Mas fica desconfortável no tribunal: “Poxa, doutora, assim a senhora me deixa mal. Como é que eu posso fazer isso com o meu melhor amigo, logo agora que o homem não está aqui nem para se defender?”, diz para a juíza (Gloria Pires). Afinal como melhor amigo de Zé Pernambuco (Nelson Freitas), Jerônimo presenciou a vida dupla que ele levou durante mais de quatro anos. Era padrinho de filhos dos dois casamentos, frequentava as duas casas. “É, Zé, aí tu morre e deixa o problema aqui pra mim…”, desabafa.

Marta foi casada com Zé Pernambuco por 14 anos. Tiveram três filhos, chegaram a se divorciar, mas não conseguiram ficar muito tempo separados. E foi só no velório de Zé que soube da existência de Eliana (Julia Rabelo). Zé e Eliana se conheceram após o divórcio, têm um filho de três anos e ela está grávida novamente. “E durante quatro anos, Zé Pernambuco viveu com as suas duas mulheres. Como se fosse possível contrariar a lei da física, de estar em dois lugares ao mesmo tempo, ele viveu assim, com duas esposas”, explica a juíza.

Inventando uma desculpa aqui e outra ali, ele sempre dava um jeito de se dividir entre as duas famílias, sem deixar ninguém desamparado ou desconfiado. E as duas deixam isso claro para juíza, que tem a missão de decidir quem é a viúva oficial. “Quando ele estava comigo era presente, sempre carinhoso, amoroso”, conta Marta. “Ele era um homem maravilhoso, me deu tudo o que eu precisava, nunca deixou faltar nada”, complementa Eliana.