Ele está prestes a cobrir sua 12ª Copa do Mundo. Ao longo de mais de 40 anos, se tornou a voz e o rosto de momentos marcantes da história do esporte nacional: nas narrações das vitórias de Ayrton Senna na Fórmula 1, nas emoções de gols memoráveis em Copas do Mundo e também em momentos de tristeza, como a tragédia da Chapecoense. Adorado por muitos e criticado por tantos outros, Galvão Bueno tem a difícil missão de transmitir, na maior parte do tempo, jogos de futebol em um país que, reza a lenda, tem mais de 200 milhões de técnicos, entre eles o apresentador e o público do ‘Conversa com Bial’.

No primeiro encontro entre Bial e Galvão, uma quadra de basquete era o palco e o apresentador era, à época, jogador. “Você era empolgado demais em quadra. Teve a sorte de eu não ter te marcado”, brinca o narrador, que já praticou, ao longo da vida, futebol, atletismo, natação, basquete, handebol, vôlei, hipismo, tênis e golfe. No “quesito” automobilístico, Bial entrega o amigo e diz que ele pisa fundo nas estradas.

O episódio vai ao ar sexta-feira, dia 1 de junho
Além de memórias, Galvão Bueno conquistou também diversas amizades dentro do meio esportivo. Pelé fez questão de visitá-lo no hospital quando sofreu um acidente quando cavalgava. Outro grande nome da história brasileira que tinha intimidade com Galvão era Ayrton Senna. Entre jantares com amigos e passeios em família, os dois dividiam também os fins de semana de Grande Prêmio. Assim foi em Ímola, na Itália, local em que o piloto foi vítima de um acidente fatal. “Pouco antes de me despedir, no domingo, ele pediu ao seu empresário uma bandeira da Áustria. Ele disse: ‘Eu vou ganhar a corrida e quero fazer uma homenagem ao Ratzenberger (piloto que morreu nos treinos, no sábado)’. Fui testemunha disso”, conta.

Seus amigos também têm histórias pra contar sobre Galvão. Um deles é Ingo Ostrovsky, diretor de conteúdo do ‘Conversa com Bial’ e autor do livro “Fala, Galvão”, que está sentado na plateia para uma revelação: “Se não fosse o que é, Galvão seria médico. Se a pessoa respira do lado dele, ele quer saber o que você tem, o que tomou, ele sabe como está o seu coração, o seu fígado. É um médico de mão cheia”, afirma o jornalista. E Galvão confirma: “Sou completamente hipocondríaco”.

Antes de partir para a Rússia, Galvão Bueno, admirador de todo o trabalho realizado por Pedro Bial, faz um pedido especial: “Manda umas crônicas durante a Copa pra eu poder ler no ar?”

Foto: Galvão Bueno e Pedro Bial

Crédito: Globo/Ramón Vasconcelos